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Projeto de lei inovador muda regras da folha e transfere encargos trabalhistas ao empregado

  • josimar96
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

Projeto de Lei nº 894/2025

Um projeto de lei em análise na Câmara dos Deputados pode alterar de forma significativa a dinâmica das relações trabalhistas e a rotina operacional das empresas. O Projeto de Lei nº 894/2025 propõe que o empregador pague ao trabalhador o salário bruto, sem realizar os descontos de contribuição previdenciária, FGTS e Imposto de Renda, transferindo ao próprio empregado a responsabilidade pelo recolhimento desses encargos.


Pela proposta, caberá ao trabalhador efetuar mensalmente os pagamentos por meio de um documento de arrecadação trabalhista unificado, a ser emitido pela Receita Federal do Brasil, com vencimento até o dia 20 do mês subsequente ao pagamento do salário.


O que muda na prática

Atualmente, a legislação trabalhista e previdenciária impõe ao empregador a obrigação de reter e recolher tributos e contribuições incidentes sobre a folha de pagamento. O projeto rompe com esse modelo ao retirar da empresa a responsabilidade operacional pelo recolhimento, atribuindo ao empregado o dever de pagar diretamente:


  1. Contribuição previdenciária ao INSS;

  2. Depósito do FGTS;

  3. Imposto de Renda retido sobre a remuneração.


Com isso, o trabalhador passaria a receber o valor integral do salário bruto e, posteriormente, recolheria os encargos devidos por meio do boleto unificado.


Alterações na legislação trabalhista

Para viabilizar a mudança, o texto do PL 894/25 propõe alterações em três normas centrais do sistema trabalhista brasileiro:


  1. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT);

  2. Lei do FGTS;

  3. Lei Orgânica da Seguridade Social.


A iniciativa representa uma mudança estrutural no modelo de arrecadação, com impactos diretos sobre o controle fiscal, a fiscalização e a gestão da folha de pagamento.


Pontos de atenção para contadores e empresas

Embora ainda esteja em fase inicial de tramitação, o projeto acende um alerta para profissionais da contabilidade e do departamento pessoal. Caso avance, a proposta exigirá:


  1. Reestruturação dos processos de folha de pagamento;

  2. Adequações em sistemas contábeis e fiscais;

  3. Redefinição das obrigações acessórias;

  4. Orientação contínua aos trabalhadores sobre prazos e riscos de inadimplência.


Além disso, especialistas apontam que a transferência da responsabilidade pode aumentar o risco de atrasos no recolhimento, com possíveis impactos sobre benefícios previdenciários e depósitos do FGTS.


Para se tornar lei, o texto ainda precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.


A Intrio ficará atenta a qualquer novidade e informará seus clientes diante qualquer mudança!


 
 
 

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